
Muitas vezes queremos propagar algo que não conseguimos na totalidade, por isso resolvi postar novamente, para que se acabem as dúvidas, para que leiam, apenas e só, o que vos quis transmitir...
Durante a vida, temos momentos bons e maus, momentos de reflexão e introspecção, momentos fortuitos e de infortunio, momentos que nos fazem crescer, mover, orientar, sofrer, pasmar, mas principalmente existem momentos que , sem serem bons nem maus, nos fazem viver e encarar a vida de um modo totalmente diferente do que um dia imaginámos...
Esses momentos nem sempre são bons, são apenas momentos, e só isso, nada mais que isso... Mas pela sua simplicidade ou rigor nos fazem contemplar a vida e o que significamos dentro dela de uma forma completamente desviada do que era até então...
Não estou a viver uma fase fenomenal na minha vida... O meu objectivo, se é que eu tinha algum, não se concretizou, não se desenvolveu, não se tornou mais do que um simples desenvencilhar das teias de um quotidiano, que temia eternizar-se...
Uma quebra que sucedeu sim, mas não da forma que uma princesa imagina o seu princípe, não de uma forma que me fizesse saltar e gritar de alegria, de paixão... Não era para ser assim... ou ainda pode ser que seja, não sei!
O que quero dizer é que todos estes acontecimentos mudaram em mim algo, que não imaginaria que mudásse... Mudaram a minha forma "retrógada" (ou não) de pensar, mudaram a minha essência (que afinal sempre exixtiu), mudaram a miúda que se tornou finalmente mulher com pensamentos de miúda...
Fizeram-me viver algo inesperado e eloquente, mas nada mais que isso... Costuma dizer-se que "se tudo fosse amarelo, o que seria do azul?"... pois foi isso que me aconteceu, no meio de acontecimentos normais (o meu amarelo) apareceu-me um azul lindo maravilhoso, mas muito pintado de amarelo também...
A eloquência de uma paixão passada acabou por se tornar em algo normal, o que não era suposto acontecer... Por isso, tanto eu como o João, continuamos a falar-nos, óbvio, a apimentar o nosso quotidiano muitas vezes nefasto... mas principalmente sem comprometimentos, sem combinações, sem algo que nos poderia levar a um quotidiano, por cima do quotidiano, por cima de outro quotidiano...
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